A MULHER COMO NOME-DO-PAI: O MANEJO DO EMPUXO-À-MULHER NA CLÍNICA DA PSICOSE

Autores

  • Fernando Spillere Faculdade CESUSC
  • Felipe Brognoli Faculdade CESUSC

Resumo

O interesse na pesquisa descrita nesse artigo surgiu a partir do acompanhamento do caso de um usuário da rede de saúde mental, que chamaremos de D., cuja percepção de se tornar uma mulher e o ato de desenhar repetidamente a figura feminina, ambas características marcantes em sua trajetória, nos levou ao estudo do que Jacques Lacan chamou de empuxo-à-Mulher – a feminização delirante na psicose, exemplificada de forma paradigmática na psicanálise com o caso Schreber. Apesar de, no caso D., em um primeiro momento a feminização ter se vinculado a uma experiência de desencadeamento que o conduz a internação, D. conseguiu, com o passar do tempo, construir uma série de recursos para manejar o empuxo de modo a usufruí-lo como via de estabilização. Diante desse potencial duplo, nossa pesquisa visa analisar o caso descrito para melhor situar as questões que envolvem o manejo do empuxo-à-Mulher como suplência na clínica da psicose, em especial sua relação com a metáfora paterna.

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Publicado

03/10/2019

Como Citar

Spillere, F. ., & Brognoli, F. . (2019). A MULHER COMO NOME-DO-PAI: O MANEJO DO EMPUXO-À-MULHER NA CLÍNICA DA PSICOSE. CADERNOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 4(1). Recuperado de https://cesuscvirtual.com.br/index.php/CIC-CESUSC/article/view/424