DRAG QUEEN NÃO É BAGUNÇA

DESMISTIFICAÇÃO DO UNIVERSO CULTURAL DAS DRAG QUEENS

  • Eryck Schmitz Guglielmi Faculdade CESUSC
  • Laura Cardoso Moisinho Faculdade CESUSC
  • Marília dos Santos Amaral Faculdade CESUSC

Resumo

Este estudo tem como objetivo compreender a importância e a influência das percepções do feminino na construção da personagem drag queen. A partir de um estudo qualitativo de cunho etnográfico foram realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro performers que atuam como drag queens na cidade de Florianópolis. Para a análise dos registros em diários de campo e dos dados obtidos nas entrevistas foi utilizada a Análise do Discurso e como perspectivas teórica a Psicologia Social Crítica e os Estudos de Gênero. Observou-se que o discurso produzido pelas drags conceituam um ato de liberdade, e deste modo um posicionamento crítico e político frente aos padrões sociais de gênero e de empoderamento do feminino, nos quais as influências das figuras femininas, apontadas como parâmetros para a construção do feminino da personagem, são elaborados por meio de uma ampla variedade de interpretações do significado do conceito de feminilidade.  Os discursos demonstraram que a presença da figura materna ao longo do percurso de vida dos entrevistados foi marcante para o surgimento da personagem, juntamente com as atrizes e modelos que fizeram presença em suas memórias. Ambas representações vieram a servir como um acervo de traços femininos, para que mais tarde fossem utilizados para a produção de suas drag queens. Por fim, conclui-se que o feminino é interpretado por diferentes modos de subjetivação, possível de ser explorado, ressignificado e politizado variando de acordo com as percepções individuais de cada artista, junto de suas vivências pessoais.
Publicado
2018-10-07
Como Citar
GUGLIELMI, Eryck Schmitz; MOISINHO, Laura Cardoso; AMARAL, Marília dos Santos. DRAG QUEEN NÃO É BAGUNÇA. CADERNOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, [S.l.], v. 3, n. 1, out. 2018. ISSN 2526-0537. Disponível em: <http://cesuscvirtual.com.br/revistas/index.php/CIC-CESUSC/article/view/221>. Acesso em: 15 fev. 2019.